Tendo em conta que este ano saíram dezenas e dezenas de álbuns e considerando que, muitos, foram simplesmente brutais, este top ainda é mais difícil (sim, estou-me a repetir!!). Não podia deixar de dar o primeiro lugar a New Order, é inexplicável a diversidade de sentimentos que se apoderaram de mim ao ouvi-lo.
1.º New Order - Music Complete
2.º Destroyer - Poison Season
3.º Tame Impala - Currents
4.º King Guizzard and The Lizzard Wizzard - Quarters!
5.º Kurt Vile - b'lieve i'm going down
6.º The Dead Weather - Dodge and Burn
7.º Eagles of Death Metal - Zipper Down
8.º Sufjan Stevens - Carrie & Lowell
9.º Jamie XX - In Colour
10.º Julia Holter - Have You In My Wilderness
11.º Belle and Sebastian - Girls in Peacetime Want to Dance
12.º Foals - What Went Down
13.º U.S. Girls - Half Free
14.º Deerhunter - Fading Frontier
15.º Faith no More - Sol Invictus
16.º Courtney Barnett - Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I just Sit
17.º El Vy - Return to The Moon
18.º Blur - The Magic Whip
19.º Will Butler - Policy
20.º Viet Cong - Viet Cong
21.º A Place To Bury Strangers - Transfixiation
22.º Beach House - Depression Cherry
23.º Titus Andronicus - The Most Lamentable Tragedy
24.º Lower Dens - Escape From Evil
25.º Wilco - Star Wars
New Order - "Restless", 1º single de Music Complete:
Dado que no sábado vi o último concerto do ano (acho eu), está na altura de partilhar a lista daqueles que,para mim, foram os melhores concertos de 2015.
Esta lista compreende os concertos que vi pela Música em DX, em trabalho, e os que vi por mim. Mais uma vez a escolha não foi fácil, este ano foi um ano rico em concertos, acrescendo o facto de ter visto mais concertos do que em qualquer ano, o que dificulta ainda mais a escolha. Este top tem por base tanto a qualidade das bandas, a prestação das mesmas em palco como o sentimento que despertaram em mim.
1.º Nick Cave - Palacio Municipal de Congresos de Madrid
2.º Blur - Super Bock Super Rock
3.º Patti Smith - Coliseu dos Recreios
4.º CORREIA - Sabotage Club
5.º Future Islands - NOS Alive
6.º The War On Drugs - Vodafone Paredes de Coura
7.º Tame Impala - Vodafone Paredes de Coura
8.º Restless Tour - RCA Club
9.º Dope Body - Sabotage Club
10.º Sting - Super Bock, Super Rock
11.º Mark Steiner and His Problems - Sabotage Club
12.º King Guizzard and The Lizzard Wizzard - Super Bock Super Rock 13.º POND - Vodafone Paredes de Coura
14.º Titus Andronicus - Vodafone Mexefest
15.º Charles Bradley - Vodafone Paredes de Coura
Nick Cave - Push the Sky Away. 22 de Maio de 2015 Palacio de Congresos de Madrid:
Com o fim do ano, faz-se um balanço de tudo de bom e mau que aconteceu e apareceu.
Como já se sabe, elaborar um top, seja do que for, é demasiado ingrato e complexo. No entanto, é impossível não destacar as coisas boas de 2015.
O meu primeiro top deste ano é de álbuns nacionais. Sendo que o panorama musical português está cada vez mais forte e com uma qualidade brutalmente boa, este top foi difícil, mas aqui vai:
1.º Savanna - Dreams To Be Awake
2.º Capitães da Areia - A Viagem dos Capitães da Areia a Bordo do Apolo 70
3.º Mirror People - Voyager
4.º Moullinex - Elsewhere
5.º GNR - Caixa Negra
6.º Fast Eddie Nelson - Roots Run Deep
7.º MulherHomem - O Inverno dos Outros
8.º Equations - Hightower
9.º Devil In Me - Soul Rebel
10.º Les Crazy Coconuts - Les Crazy Coconuts
24 de Setembro Dope Body + Acid Acid
Sabotage Club
25 de Setembro The Vickers
MusicBox
6€
Solids + Desert Mammoth + Strobelight Newborns
Sabotage Club
8 de Outubro Savages
Lux Frágil
15€
9 de Outubro Restless Tour - Sam Alone + Frankie Chavez + Fast Eddie Nelson + Roy Duke + The Fellow Man + we Bless This Mess + Storm & The Sun
RCA Club
11 de Outubro Girl Band + Cave Story
Galeia Zé dos Bois
8,50€
La Luz
Casa Independente
10€
Dave Matthews Band
Meo Arena
36€ a 55€
16 de Outubro Trêsporcento + Madame Luci
MusicBox
7€
22, 23, 24, 30 e 31 de Outubro Jameson Urban Routes
MusicBox Dia 22 Magazino + Pilooski + Galgo + Pega Monstro + Cave Story
Dia 23 Babaz Foz e Nunex e Famifox + Nicola Cruz + El Guincho + Telepathe + Holy Nothing
Dia 24 Gustavo + Andy Stott + PAUS + Inga Copeland
Dia 30 Hyenah + Xinobi + La Femme + The Sunflowers
Dia 31 Blastah + RP Boo + Suuns Jerusalem In My Heart + HHY & The Macumbas + Ricardo Remédio
Passe Geral: 56€
Bilhete Diário: 14€
31 de Outubro GNR
Coliseu dos Recreios
22,50€ a 165€
Cat Power
CCB
20€ a 40€
3 de Novembro Apocalyptica
Meo Arena
26€
Zola Jesus
MusicBox
15€
6 de Novembro Rui Veloso
Meo Arena
22€ a 55€
Peste e Sida
RCA Club
12 de Novembro Belle & Sebastian
Coliseu dos Recreios
18€ a 210€
13 de Novembro Black Star Riders
Paradise Garage
19€
Unknown Mortal Orchestra
Armazém F
20€
21 de Novembro Lower Dens
Galeria Zé dos Bois
8€
23 de Novembro Beach House
Armazém F
25€
24 de Novembro Kurt Vile
Armazém F
20€
27 e 28 de Novembro Vodafone Mexefest
Vários locais da Avenida da Liberdade
Bully Georgia The Parrots Chairlift "They're Heading West" Do Amor Benjamin Clementine Villagers Selma Uamusse Titus Andronicus Ducktails Anna B Savage Patrick Watson Ariel Pink Akua Naru
aguarda confirmações.
Passe geral até 30 de Setembro: 40€
Passe geral depois de 30 de Setembro: 45€
10 de Dezembro Eagles of Death Metal
Armazém F
26€
No passado dia 13 de Março estive mais uma vez presente num dos concertos envolventemente deliciosos do génio que atende pelo nome de David Santos, Noiserv.
Tratava-se de uma celebração da primeira apresentação do seu trabalho ao vivo, que ocorreu dia 19 de Março de 2005.
No passado dia 19, o Lux fazia a festa dos balões pretos. Entre os convidados havia Bispo, Éme, Capitães da Areia e Sensible Soccers Dj Set.
A curiosidade era gigante. Os Capitães da Areia sempre me intrigaram. A verdade é que continuam a intrigar. Mas é algo submerso num sentimento bastante positivo e de satisfação.
O concerto que tive diante dos meus olhos e ouvidos naquela noite foi simplesmente genial. A mescla de estilos que existe e nos reporta à pop portuguesa dos anos 80's é surpreendente. Denotam-se claras influências de Sétima Legião, Heróis do Mar e GNR.
A postura em palco do homem que dá a cara à banda, Pedro de Tróia, é extremamente apetecível. Apresenta-se com uma feição séria do princípio ao fim, sem esboçar um sorriso mas com uma expressão corporal bastante chamativa e interessante. Ao longo do concerto o sarcasmo vai-lhe saindo do corpo tanto pela boca como pelas atitudes.
As letras que compõem as músicas são simples e de poucos versos, mas com a robustez suficiente para o sarcasmo e a crítica temperada. Rapidamente entram no ouvido e lá permanecem.
Os beats electrónicos que subtilmente vão acompanhando os riffs da guitarra real e da guitarra-raquete dão-nos a ideia de uma pop trabalhada e ritmada, com a bateria a ditar os compassos.
O concerto teve um começo em grande e inteligente, iniciando com a "Arco das Portas do Mar". Centrou-se unicamente no último álbum da banda, sendo que das 11 músicas que compunham a setlist, só uma não lhe pertencia. Ouviu-se "Nasci para Enriquecer", "Menina Bonita do Cinema", "Canção Indigestão""Ájax", entre muitas outras malhas.
Os Capitães da Areia são o Pedro de Tróia, o Tiago Brito, o António Moura, o Vasco Ramalho e a Inês Franco. Deram-se a conhecer ao mundo em 2011 com o álbum o "Eterno Verão d'Os Capitães da Areia", no entanto, só com "A Viagem dos Capitães da Areia a Bordo do Apolo 70" Portugal parou para os ouvir e lhes dar a atenção necessária. Este álbum conta com a participação de Rui Pregal da Cunha, Capitão Fausto, José Cid, Bruno Aleixo, Toy, entre muitos outros.
Quem puder que ouça ou veja estes meninos.
Hoje falo de uma menina. Uma menina rebelde e cheia de talento que lançou o primeiro álbum este ano.
Ela chama-se Courtney Barnnet e tem 26 anos. Iniciou-se no mundo da música em 2010 onde participou num projecto grunge, os Rapid Transit, até 2011. De 2011 a 2013 dedicou-se ao mundo meio psicadélico, meio country, fazendo parte dos Immigrant Union. Em 2012 arriscou numa carreira a solo e lançou o primeiro EP. Neste momento tem 3 EP's e lançou o álbum de estreia no dia 23 de Março deste ano, Sometimes I Sit And Think, And Sometimes I Just Sit.
Ao ouvir a música single, Pedestrian At Best, confesso que as minhas expectativas ficaram altas. Nesta música há uma garra inexplicável, há toques de agressividade e uma melodia a tocar muito no rock de garagem, mas um rock de garagem limpo,onde os acordes das guitarras, embora simples, constroem um bom ritmo que conjugado com a bateria nos leva a abanar a cabeça.
Ao ouvir o resto do álbum, reparei que estas características existiam apenas naquela música. Das 11 músicas existentes, só uma sobe a intensidade, o resto segue uma linha melodicamente ténue. Os aspectos que a caracterizam são convidativos: a voz é melódica e aborrecida com a arte de ser transformada em agressiva. O sumo que se extrai daqui resulta numa boa combinação de ingredientes. No entanto, as músicas seguem todas o mesmo traço: um indie-rock melódico, sem grandes picos de loucura, adrenalina ou até rebeldia.
Não digo que o CD não esteja bom porque se ouve bastante bem, apenas não faz juz ao single de lançamento.