Para terminar o ano em boa companhia sonora, trago uma banda do Mississippi - Bass Drum of Death.
Até 2008, o fundador, John Barrett compunha sozinho, tocava baixo, guitarra e bateria.. A partir desta data juntou-se a mais 2 elementos e formaram os Bass Drum.
Contam já 2 EP's e 3 álbuns, sendo que o último foi editado este ano - Rip This.
O estilo tem uma mistura de rock de garagem com indie rock. A voz encaixa perfeitamente no rock de garagem e até pode arranhar um pouco o punk. A bateria é bem notada e ritmada. O som é solido e, apesar do estilo, é limpo.
Com tantos álbuns deliciosos e tanta coisa boa a aparecer este ano, torna-se difícil esta escolha.
No entanto, quando pensei qual poderia ser a possível melhor música de 2014, rapidamente me veio uma música ao ouvido e cá ficou até eu dizer: com toda a certeza! É de um grupo português e chama-se AFG.
Só conheci estes rapazes no corrente ano e conheci-os da melhor maneira, com o álbum 8 que, na minha opinião, está simplesmente extraordinário.
Infelizmente, não vi um bom concerto deles no Mexefest, mas isso não me impede de manter a a boa imagem que tenho da música deles e de considerar que têm um dos melhores álbuns de 2014.
A AFG tem de "ganhar" este lugar. Tem de o ganhar porque é uma música que para além de estar extremamente bem estruturada e composta traz-me todo o tipo de sensações possíveis. Tanto boas como más. Tanto tristes como alegres. Quando uma música consegue isto só pode estar mesmo muito boa!
Eu nunca sou de ligar muito a músicas só instrumentais, mas aqui encontro cerca de 10 minutos de puro prazer.
Muito difícil esta escolha.. Tal como 2013, 2014 foi um ano de muito bons álbuns.
Mas aqui vai:
1º - The War on Drugs - Lost in the Dream
2º - Beck - Morning Phase
3º - Caribou - Our Love
4º - The Legendary Tigerman - True
5º - Parquet Courts - Sumbating Animal
6º - Jungle - Jungle
7º - Sensible Soccers - 8
8º - Interpol - El Pintor
9º - Mão Morta - Pelo Meu Relógio São Horas de Matar
10º - Spoon - They Want my Soul
11º - Wild Beasts - Present Tense
12º - Temples - Sun Structures
13º - Sharon Van Etten -Are We There
14º - Leonard Cohen - Popular Problems
15º - Jack White - Lazaretto
16º - St. Vincent - St. Vincent
17º - La Roux - Trouble in Paradise
18º - The Horrors - Luminous
19º - Pulled Apart by Horses - Blood
20º - Damon Albarn - Everyday Robots
21º - The Drums - Encyclopedia
22º - Thurston Moore - The Best Day
23º - Johnny Marr - Playland
24º - Xutos & Pontapés - Puro
25º - Morrissey - World Peace is None of Your Business
Ontem assisti ao último concerto do ano (acho eu) e como tal, já estou em condições de fazer o meu Top. 2014 trouxe muita coisa boa. De ano para ano vejo concertos mais grandiosos. É sempre difícil fazer Top's.. este teve de ter o mais 1, seria injusta se não o fizesse.
Aqui vai ele:
1º - The Rolling Stones - Rock in Rio
2º - Arcade Fire - Rock in Rio
3º - Tame Impala - Super Bock Super Rock 4º - Parquet Courts - Nós Alive
5º - Artic Monkeys - Nós Alive
6º - King Gizzard & the Lizard Wizzard - Vodafone Mexefest
7º - Pulled Apart by Horses - Super Bock Super Rock
Na quarta foi dia de Resistência no Teatro Tivoli.
No intuito de mostrarem o novo álbum que saiu em Novembro - Horizonte, encheram o teatro e aqueceram a noite.
Embora tenha sido um concerto bastante cuidado no trabalho com guitarras, com uma produção musical extraordinária, já vi concertos melhores deles..
Houve 1 música nova que não estava assim tão bem na versão Resistência e outras surpreendentemente boas.
Houve 2 encores, o público não se cansava de pedir mais. Mas no 2º encore houve algo completamente desnecessário: a repetição de uma música já tocada no concerto.
Costumo aceitar estas situações quando o grupo tem apenas 1 álbum e nos encores depois tem de repetir alguma coisa. Numa banda com dezenas de anos e músicas não digiro muito bem este tipo de situação.. Principalmente porque aquela que foi repetida foi, na minha opinião, a versão que resultou menos bem.
Apesar de tudo, estes 11 senhores (grandes e importantes nomes da música portuguesa) mostraram-se com uma grande garra e com uma enorme vontade de fazer o que melhor sabem - tocar.
É sempre bom ver Resistência e recordar músicas emblemáticas e, por vezes, esquecidas do reportório musical português.
Hoje foi dia de Noiserv.
Tirando festivais, acho que foi a primeira vez que vi um concerto à tarde.
Mas como o David (Noiserv) disse no início e no fim do concerto: "Concertos à tarde é fixe".
Começo por contar a minha relação com Noiserv. Já ouvia este nome há algum tempo.. sem ligar. Um dia, vi uma reportagem onde ele falava de como fazia a sua música e mostrava os seus instrumentos.. Fiquei intrigada e comecei a ouvir. Hoje, finalmente tive a oportunidade de o ver e sentir a sua música. Posso dizer que, embora a reportagem tivesse sido clara, não contava com tão grandioso espectáculo.
Este rapaz, de nome David, é um Génio. Posso afirmá-lo as vezes que forem precisas.
Tudo parecia um conto de encantar.. O cenário, a música, as letras, a voz..
É incrível o trabalho que ele faz sozinho com uma série de instrumentos e objectos que produzem som. A maneira poética como conjuga tudo faz de um concerto cheio de simplicidade, um concerto grandioso e da maior complexidade possível.
Este rapaz é muito inteligente. Inteligente no puro sentido da palavra, Inteligente emocionalmente e Inteligente musicalmente.
Acrescento também que a voz dele tem um poder inexplicável.
No intervalo das músicas partilhou connosco histórias e lições de vida.
Cada música tem uma explicação e um sentimento e, ao tocá-las, encaixavam na perfeição com o sentido emocional pretendido.
As palavras Bonito, Simples e Magestoso descrevem da melhor maneira este concerto.
Noiserv apresentou-se ao mundo em 2005, lançou 2 EP's, 2 álbuns e 2 singles. O último álbum saiu no ano passado e intitula-se de Almost Visible Orchestra, posso garantir que está bastante delicioso.
Aconselho todos a irem ver este espectáculo. É um ciclo de concertos que começou hoje e dura até domingo, todos os dias.. Já não há muitos bilhetes, podem encontrá-los aqui (há imensos descontos):
Começo a semana com blues rock e trago uns irmãos de Inglaterra (North Lincolnshire’s). Estes meninos são novos de idade e novos nas andanças da música, tendo aparecido em 2012. São notórias as influências de Johnny Cash e Black Keys. Têm apenas um álbum que vale muito a pena ouvir. A voz tem o tom perfeito para o rock'n'roll e a construção musical, a adaptabilidade sábia que a limitação duma dupla consegue.