segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Ruen Brothers

Começo a semana com blues rock e trago uns irmãos de Inglaterra (North Lincolnshire’s).
Estes meninos são novos de idade e novos nas andanças da música, tendo aparecido em 2012.

São notórias as influências de Johnny Cash e Black Keys. 

Têm apenas um álbum que vale muito a pena ouvir. A voz tem o tom perfeito para o rock'n'roll e a construção musical, a adaptabilidade sábia que a limitação duma dupla consegue.







quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

The Organ

Normalmente tenho o Canada em boa conta em relação a qualidade sonora e aqui está mais uma prova disso.
The Organ formou-se em 2001 e é uma banda composta por 5 meninas. Têm apenas um álbum, lançado em 2004 e 7 EP's, sendo que o último foi lançado em 2008. Já estão paradas há algum tempo :(.
Tocam um rock alternativo com ritmo e melancolia à mistura. O baixo é muito importante e a voz que mistura o grave com o sensível é o que dá relevo imediato na primeira audição. Faz-me lembrar a voz da Dolores O'Riorden, mas só as vezes.



terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Slaves

Os Slaves são uns meninos novos no mercado.
A banda formou-se na Califórnia e é constituída por 4 elementos + 2 que os acompanham em estrada.
Tocam um rock experimental, meio garagem meio punk. Têm um som bastante apelativo, cheio de garra e poder. Têm uns efeitos de arrastamento engraçados e uma voz que se enquadra na perfeição.
Têm um álbum lançado neste ano - Through Art We Are All Equals.

Aqui estão:




Effusus

Para contentamento de muitos, a Covilhã finalmente tem um bar de rock.
Chama-se Effusus e fica na rua da Saudade, onde era o antigo Biri Night. Com uma decoração agradável, concertos ao sábado e quarta e DJ's nos outros dias, este bar proporciona a todos os amantes do estilo uma noite de bom ambiente, com música de fundo agradável ao ouvido e preços acessíveis.
Aconselho todos a visitarem o espaço. Espero também que se aguente.

http://www.effusus.pt/

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Moullinex

Conheci os Moullinex no ano passado, ao fecharem o Mexefest.
Foi amor à primeira onda sonora. A partir dai comecei a segui-los. Vi um concerto extraordinário no CCB, que vou incluir no top dos melhores do ano e ontem fui deliciar-me ao Music Box, que os convidou para a comemoração do seu 8º aniversário.

Assisti novamente a um concerto simplesmente magnífico e delicioso. Embora tenham tocado cerca de 1h, começaram com a minha música preferida - Tear Club, acabaram com a mais conhecida - Take my Pain Away,  voltaram para um encore de 1 música Lado B e deram-nos a conhecer uma música nova que nunca tinham tocado ao vivo (o resultado foi muito bom, tanto para nós como para eles).

Os Moullinex formaram-se em 2007 e são o Luís Clara Gomes, o Miguel Vilhena (também toca nos Savanna) e o Bruno Cardoso (Xinobi). Têm 1 álbum de originais, 3 EP's e 5 Singles, sendo o último editado este ano - Love Magnetic.
Contam com parcerias com Peaches, Best Youth, Dominika Babis, entre outros.
Estes senhores são donos de um grande reconhecimento internacional, tendo já percorrido mundo e meio a dar concertos e espero que, também em Portugal, lhes seja dado o devido valor e a importância que merecem.

Uma das coisas que mais me agrada, para além da música que fazem, é o facto de estarem constantemente em rotação no palco, vão trocando de instrumentos uns com os outros e todos tocam um bocadinho de tudo e sabem fazer tudo surpreendentemente bem.
Isto é raro encontrar numa banda e para mim é sinónimo de grande qualidade musical tanto individualmente como enquanto banda.
Só me lembro de outra banda que o faz - Arcade Fire (e também não é preciso falar da qualidade deles).

Quem nunca os viu, aconselho vivamente a fazê-lo e mais que uma vez.

A Tear Club:

A nova:



E a Take My Pain Away:




quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

20 000 Days on Earth

Ontem desloquei-me ao Cinema Nimas, para ver o filme do Nick Cave - 20 000 Days on Earth.
Foram 95 minutos muito  bem passados. O filme retrata alguns aspectos da vida dele, tanto pessoal como musical.
Está cheio de emoções, fantasias, medos, histórias e memórias.
Vale muito a pena ver, principalmente ver um filme de um artista interpretado pelo próprio artista. Coisa que é rara, normalmente só aparecem filmes e documentários após a pessoa deixar de existir.
Não sei até quando lá vai estar, mas quem puder e goste veja.

http://medeiafilmes.com/filmes/ver/filme/20-000-dias-na-terra/modo/proximasestreias/


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Vodafone Mexefest

E chegaram ao fim os festivais de 2014 :(

Dia 28, comecei a noite com os Old Yellow Jack e foi uma agradável surpresa.
Um grupo de 4 miúdos com notório gosto por rock. Embora a qualidade do som estivesse fraca, com a voz a ouvir-se muito ao de leve e ao de longe conseguiram dar um concerto cheio de garra e energia. Formaram-se em 2011 e lançam o 1º EP no início de 2015.

De seguida fui visitar as madrilenas Deers. Confesso que estava com  expectativas altas em relação a elas. Esperava mais força, mais punk rock e menos histerismo e euforia. Tiveram um início de concerto bastante fraco, as vozes mal se ouviam, o som não tinha poder.. Foram subindo a força ao longo do tempo e tornou-se um concerto agradável, mas longe de ser espectacular.

Os Tune-Yards eram a seguir no horário. Foi um concerto que desde cedo pensei em ver mas sem grande fé de que fosse gostar. Trocaram-me as voltas todas! A percussão faz toda a diferença. Os ritmos dançáveis, meio africanos juntamente com os graves saídos daquelas bocas mágicas fizeram com que não me arrependesse de la ter ido e deixaram o Coliseu a abanar o rabo com um sorriso nos lábios. Muito poder este grupo, muito poder.

Seguiu-se a banda que mais gostei de ver no festival - King Gizzard and the Lizzard Wizard.
À medida que os fui ouvindo em casa, fui ganhando certezas de que não os queria perder. Pois é, estes meninos revelaram-se simplesmente fantásticos. Ao vivo são 50x melhores que em estúdio e decidiram entrar a rasgar, com uma malha de guitarradas e um som super potente, forte, consistente e com muita qualidade, acompanhado por uma excelente postura em palco.
Espero ansiosamente poder vê-los em breve e durante muito mais tempo.

Para terminar a noite veio a diva. Embora não tenha apreciado muito o último álbum, devido ao excessivo teor electrónico, em palco resultou lindamente. St. Vincent deu um concerto fabuloso, entre dicas meio poéticas, meio loucas, entre andar a desfilar e fazer-se deslizar por pequenos degraus que estavam em cima do palco, cantou e encantou como só ela sabe fazer. Dona de uma voz extremamente poderosa, Annie deu um concerto genial onde apresentou quase o último disco todo.

O dia 29 começou novamente com rock feito em Portugal. Os Savanna são novos no campo musical e deliciaram quem se deslocou ao São Jorge. Puro rock feito com muita energia e garra, letras poéticas e som limpo.

Entretanto desci a rua para apreciar o Sr Curtis Harding num pano de fundo dos melhores do festival.
Este Sr trouxe ritmos de soul e de  blues com uma guitarrada rock à mistura, deu para mexer os pés e para variar nas sonoridades. Tem uma boa postura.

O Coliseu abriu a noite com Sharon Van Etten, este concerto confirmou a minha ideia de que seria preferível um concerto intimista numa sala mais pequena com cadeiras. A simplicidade da sua música encanta e embala.. A simpatia também conquistou o público. Apresentou o álbum que saiu este ano e ainda tocou umas coisas novas.

Chega a hora da desilusão.. Os Sensible Soccers são uma banda que andava à rasca para ver e após um par de músicas o som vai a vida.. :(  e fico-me por aqui.

Seguem-se os grandes Palma Violets, que têm uma entrada em palco muito parecida a King Gizzard, rock apunkalhado puro, entram a rasgar e assim se mantiveram.. Já precisava duma malha daquelas naquela altura da noite. Ganharam o 2º lugar do festival :)

Para terminar em grande vieram os Wild Beasts. donos de uma voz única que encaixa na perfeição com o estilo de música. Este concerto foi muito emotivo e cheio de sensações boas. Eles sabem o que fazem e garanto que foi muito melhor que no RIR este ano.