Este ano não há tops de álbuns! Não porque queira acabar com isso mas porque não tive tempo suficiente para ouvir e dissecar tudo o que saiu. Assim, farei só a lista daqueles que, para mim, foram os melhores concertos de 2017.
Já sabem que é complicado fazer um top seja do que for. Este não é diferente, ainda para mais quando se carrega três dígitos de concertos ao longo de um ano.
Aqui estão os concertos que vi a nível pessoal e pela Música em DX e a numeração foi feita com base na prestação da banda, qualidade musical e no sentimento despertado em mim, mais propriamente, a intensidade emotiva.
1º - Black Rebel Motorcycle Club - Les Docks
2º - Toy - Sabotage Club
3º - Emma Ruth Rundle - Sabotage Club
4º - Ty Segall - Paredes de Coura
5º - Lightning Bolt - Paredes de Coura
6º - The Divine Comedy - Teatro Tivoli
7º - Placebo - Coliseu dos Recreios
8º - Deftones - Super Bock Super Rock
9º - The Cavemen - Barreiro Rocks
10º - At The Drive-In - Paredes de Coura
11º - The Picturebooks - Sabotage Club
12º - Manel Cruz - Paredes de Coura
13º - Swans - Lisboa ao Vivo
14º - Graveyard - Lisboa ao Vivo
15º - Future Islands - Paredes de Coura
16º - K-X-P - Lisbon Psych Fest
17º - Deep Purple - Meo Arena
18º - Lambchop - Teatro Maria Matos
19º - Beak> - Paredes de Coura
20º - Motorama - Sabotage Club
"Falar de TOY é algo que, rapidamente, tem a capacidade de desenvolver uma espécie de formigas imortais e injectá-las na ponta do dedo do pé, fazendo com que se espalhem até à cabeça, criando momentos de um conformo momentâneo e incontornável. Ouvir TOY, faz com que as formigas cresçam e se instalem nos pontos mais sensíveis e delicados conseguindo, assim, fazer com que o deleite aumente de intensidade e, em instantes, entremos numa bolha consciente e inconsequente onde queremos residir eternamente, de olhos serenamente fechados, sorriso rasgado e com o corpo a contorcer-se de prazer."
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
Top álbuns internacionais 2016
Falemos a nível mundial... Apesar de toda a desgraça obituária que 2016 nos trouxe, há que ressalvar as coisas boas também. Uma vez mais, opto por seguir a ordem alfabética ao invés de uma hierarquia:
Angel Olsen - My Woman
Car Seat Heardrest - Teens Of Denial
Cass McCombs - Mangy Love
Crocodiles - Dreamless
David Bowie - Blackstar
Iggy Pop - Post Pop Depression
Kevin Morby - Signing Saw
King Gizzard & The Lizard Wizard - Noragon Infinity
Kula Shaker - K2.0
Lambshop - Flotus
Leonard Cohen - You Want It Darker
Nick Cave & The Bad Seeds - Skeleton Tree
Parquet Courts - Human Performance
Pixies - Head Carrier
Psychic Ills - Inner Journey Out
Savages - Adore Life
The Kills - Ash And Ice
The KVB - Of Desire
The Last Shadow Puppets - Everything You've Come To Expe
The Rolling Stones - Havana Moon
TOY - Clear Shot
Warpaint - Heads Up
Wilco - Schmilco
Wild Beasts - Boy King
Wild Nothing - Life Of Pause
Angel Olsen - My Woman
Car Seat Heardrest - Teens Of Denial
Cass McCombs - Mangy Love
Crocodiles - Dreamless
David Bowie - Blackstar
Iggy Pop - Post Pop Depression
Kevin Morby - Signing Saw
King Gizzard & The Lizard Wizard - Noragon Infinity
Kula Shaker - K2.0
Lambshop - Flotus
Leonard Cohen - You Want It Darker
Nick Cave & The Bad Seeds - Skeleton Tree
Parquet Courts - Human Performance
Pixies - Head Carrier
Psychic Ills - Inner Journey Out
Savages - Adore Life
The Kills - Ash And Ice
The KVB - Of Desire
The Last Shadow Puppets - Everything You've Come To Expe
The Rolling Stones - Havana Moon
TOY - Clear Shot
Warpaint - Heads Up
Wilco - Schmilco
Wild Beasts - Boy King
Wild Nothing - Life Of Pause
Deixo um pequeno destaque em jeito de homenagem, algo que julgo mais que merecido:
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
Top álbuns nacionais 2016
Como já devem ter reparado estamos perante um boom musical onde quase todos os dias aparecem bandas novas. É bom ver as pessoas a seguir sonhos e paixões, mas também é bom que tenham consciência que nem todos têm capacidade para tal. Há muitas bandas que se colam a tudo o que já existe e quando falo em colar não é seguir um estilo, é imitar bandas que já existem e isso é feio. Sejam genuínos e originais!
Não estou aqui para dar sermões a ninguém mas para dizer que este ano tivemos excelentes álbuns por Portugal. Não vou numerar esta lista, é demasiado ingrato e injusto para as bandas e para mim. Vou seguir uma ordem alfabética e englobar tudo num bolo único de qualidade:
Acid Acid - Acid Acid
Asimov - Truth
Bed Legs - Black Bottle
Cheers Leaders - The Wizard Spell
CORREIA - Act One
Fugly - Morning After
Linda Martini - Sirumba
My Master The Sun - A Arte da Desobediência
noiserv - 00:00:00:00
Pink Pussycats From Hell - Hell-P
Sean Riley & The Slowriders - Sean Riley & The Slowriders
Sensible Soccers - Villa Soledade
Sensible Soccers - Villa Soledade
The Twist Connection - Stranded Downtown
Twin Transistors - Sun Of Wolves
Um Corpo Estranho - Pulso
You Can´t Win, Charlie Brown - Marrow
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
Top Concertos 2016
Chegou aquela altura do ano em que olho para trás e sorrio.
Sorrio porque, mais uma vez, a música me encheu o coração e alimentou a alma. Mais um ano de bons concertos, tanto musicalmente como emocionalmente como no todo.
É complicado fazer um top seja do que for. Este vai ser o único que vou numerar e, ainda assim, é demasiado injusto. No entanto, faz sentido que aconteça.
É uma lista grande, embora já tinha tirado uma boa dezena de concertos. É sempre difícil escolher uma lista pequena sobre mais de 100 concertos, por isso escolhi uma de 25! Aqui estão os concertos que vi a nível pessoal e pela Música em DX e a numeração foi feita com base na prestação da banda, qualidade musical e no sentimento despertado em mim.
1º - Ty Segall & The Muggers- Primavera Sound (11/06)
2º - Bruce Springsteen - Rock in Rio (19/05)
3º - LCD Soundsystem - Vodafone Paredes de Coura (18/08)
4º - Thee Oh Sees - Vodafone Paredes de Coura (18/08)
5º -A Place To Bury Strangers - Reverence Valada (09/09)
6º - King Gizzard & The Lizard Wizard - Vodafone Paredes de Coura (19/08)
7º - Sigur Rós - Primavera Sound (09/06)
8º - The Cure - Meo Arena (22/11)
9º - AC/DCoxo - Passeio Marítimo de Algés (07/05)
10º - Fat White Family - Reverence Valada (09/09)
11º - Machine Head - Coliseu dos Recreios (08/02)
12º - Bed Legs - Sabotage (20/02)
13º - Libido Fuzz - Sabotage (01/08)
14º - The Parkinsons - Sabotage (05/02)
15º - Sam Alone Acústico - Popular Alvalade (15/12)
16º - Deafheaven - RCA (04/03)
17º - Hot Chip - NOS Alive (08/07)
18º - Mark Lanegan - São Jorge (30/05)
19º - The Mission - Paradise Garage (12/10)
20º - Men Eater - Stairway Club (03/06)
21º - Andrew Bird - Misty Fest, CCB (09/11)
22º - D.A.D. - Paradise Garage (02/06)
23º - Acid Acid + Vítor Rua - Sabotage (21/10)
24º - Cigarettes After Sex - Vodafone Paredes de Coura (20/08)
25º - Bazooka - Barreiro Rocks (03/12)
Sorrio porque, mais uma vez, a música me encheu o coração e alimentou a alma. Mais um ano de bons concertos, tanto musicalmente como emocionalmente como no todo.
É complicado fazer um top seja do que for. Este vai ser o único que vou numerar e, ainda assim, é demasiado injusto. No entanto, faz sentido que aconteça.
É uma lista grande, embora já tinha tirado uma boa dezena de concertos. É sempre difícil escolher uma lista pequena sobre mais de 100 concertos, por isso escolhi uma de 25! Aqui estão os concertos que vi a nível pessoal e pela Música em DX e a numeração foi feita com base na prestação da banda, qualidade musical e no sentimento despertado em mim.
1º - Ty Segall & The Muggers- Primavera Sound (11/06)
2º - Bruce Springsteen - Rock in Rio (19/05)
3º - LCD Soundsystem - Vodafone Paredes de Coura (18/08)
4º - Thee Oh Sees - Vodafone Paredes de Coura (18/08)
5º -A Place To Bury Strangers - Reverence Valada (09/09)
6º - King Gizzard & The Lizard Wizard - Vodafone Paredes de Coura (19/08)
7º - Sigur Rós - Primavera Sound (09/06)
8º - The Cure - Meo Arena (22/11)
9º - AC/DCoxo - Passeio Marítimo de Algés (07/05)
10º - Fat White Family - Reverence Valada (09/09)
11º - Machine Head - Coliseu dos Recreios (08/02)
12º - Bed Legs - Sabotage (20/02)
13º - Libido Fuzz - Sabotage (01/08)
14º - The Parkinsons - Sabotage (05/02)
15º - Sam Alone Acústico - Popular Alvalade (15/12)
16º - Deafheaven - RCA (04/03)
17º - Hot Chip - NOS Alive (08/07)
18º - Mark Lanegan - São Jorge (30/05)
19º - The Mission - Paradise Garage (12/10)
20º - Men Eater - Stairway Club (03/06)
21º - Andrew Bird - Misty Fest, CCB (09/11)
22º - D.A.D. - Paradise Garage (02/06)
23º - Acid Acid + Vítor Rua - Sabotage (21/10)
24º - Cigarettes After Sex - Vodafone Paredes de Coura (20/08)
25º - Bazooka - Barreiro Rocks (03/12)
Este vídeo não faz jus aquilo que eu presenciei, mas aqui fica um cheirinho:
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Top álbuns internacionais 2015
Tendo em conta que este ano saíram dezenas e dezenas de álbuns e considerando que, muitos, foram simplesmente brutais, este top ainda é mais difícil (sim, estou-me a repetir!!). Não podia deixar de dar o primeiro lugar a New Order, é inexplicável a diversidade de sentimentos que se apoderaram de mim ao ouvi-lo.
1.º New Order - Music Complete
2.º Destroyer - Poison Season
3.º Tame Impala - Currents
4.º King Guizzard and The Lizzard Wizzard - Quarters!
5.º Kurt Vile - b'lieve i'm going down
6.º The Dead Weather - Dodge and Burn
7.º Eagles of Death Metal - Zipper Down
8.º Sufjan Stevens - Carrie & Lowell
9.º Jamie XX - In Colour
10.º Julia Holter - Have You In My Wilderness
11.º Belle and Sebastian - Girls in Peacetime Want to Dance
12.º Foals - What Went Down
13.º U.S. Girls - Half Free
14.º Deerhunter - Fading Frontier
15.º Faith no More - Sol Invictus
16.º Courtney Barnett - Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I just Sit
17.º El Vy - Return to The Moon
18.º Blur - The Magic Whip
19.º Will Butler - Policy
20.º Viet Cong - Viet Cong
21.º A Place To Bury Strangers - Transfixiation
22.º Beach House - Depression Cherry
23.º Titus Andronicus - The Most Lamentable Tragedy
24.º Lower Dens - Escape From Evil
25.º Wilco - Star Wars
1.º New Order - Music Complete
2.º Destroyer - Poison Season
3.º Tame Impala - Currents
4.º King Guizzard and The Lizzard Wizzard - Quarters!
5.º Kurt Vile - b'lieve i'm going down
6.º The Dead Weather - Dodge and Burn
7.º Eagles of Death Metal - Zipper Down
8.º Sufjan Stevens - Carrie & Lowell
9.º Jamie XX - In Colour
10.º Julia Holter - Have You In My Wilderness
11.º Belle and Sebastian - Girls in Peacetime Want to Dance
12.º Foals - What Went Down
13.º U.S. Girls - Half Free
14.º Deerhunter - Fading Frontier
15.º Faith no More - Sol Invictus
16.º Courtney Barnett - Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I just Sit
17.º El Vy - Return to The Moon
18.º Blur - The Magic Whip
19.º Will Butler - Policy
20.º Viet Cong - Viet Cong
21.º A Place To Bury Strangers - Transfixiation
22.º Beach House - Depression Cherry
23.º Titus Andronicus - The Most Lamentable Tragedy
24.º Lower Dens - Escape From Evil
25.º Wilco - Star Wars
New Order - "Restless", 1º single de Music Complete:
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Top Concertos 2015
Dado que no sábado vi o último concerto do ano (acho eu), está na altura de partilhar a lista daqueles que,para mim, foram os melhores concertos de 2015.
Esta lista compreende os concertos que vi pela Música em DX, em trabalho, e os que vi por mim.
Mais uma vez a escolha não foi fácil, este ano foi um ano rico em concertos, acrescendo o facto de ter visto mais concertos do que em qualquer ano, o que dificulta ainda mais a escolha.
Este top tem por base tanto a qualidade das bandas, a prestação das mesmas em palco como o sentimento que despertaram em mim.
1.º Nick Cave - Palacio Municipal de Congresos de Madrid
2.º Blur - Super Bock Super Rock
3.º Patti Smith - Coliseu dos Recreios
4.º CORREIA - Sabotage Club
5.º Future Islands - NOS Alive
6.º The War On Drugs - Vodafone Paredes de Coura
7.º Tame Impala - Vodafone Paredes de Coura
8.º Restless Tour - RCA Club
9.º Dope Body - Sabotage Club
10.º Sting - Super Bock, Super Rock
11.º Mark Steiner and His Problems - Sabotage Club
12.º King Guizzard and The Lizzard Wizzard - Super Bock Super Rock
13.º POND - Vodafone Paredes de Coura
14.º Titus Andronicus - Vodafone Mexefest
15.º Charles Bradley - Vodafone Paredes de Coura
Esta lista compreende os concertos que vi pela Música em DX, em trabalho, e os que vi por mim.
Mais uma vez a escolha não foi fácil, este ano foi um ano rico em concertos, acrescendo o facto de ter visto mais concertos do que em qualquer ano, o que dificulta ainda mais a escolha.
Este top tem por base tanto a qualidade das bandas, a prestação das mesmas em palco como o sentimento que despertaram em mim.
1.º Nick Cave - Palacio Municipal de Congresos de Madrid
2.º Blur - Super Bock Super Rock
3.º Patti Smith - Coliseu dos Recreios
4.º CORREIA - Sabotage Club
5.º Future Islands - NOS Alive
6.º The War On Drugs - Vodafone Paredes de Coura
7.º Tame Impala - Vodafone Paredes de Coura
8.º Restless Tour - RCA Club
9.º Dope Body - Sabotage Club
10.º Sting - Super Bock, Super Rock
11.º Mark Steiner and His Problems - Sabotage Club
12.º King Guizzard and The Lizzard Wizzard - Super Bock Super Rock
13.º POND - Vodafone Paredes de Coura
14.º Titus Andronicus - Vodafone Mexefest
15.º Charles Bradley - Vodafone Paredes de Coura
Nick Cave - Push the Sky Away. 22 de Maio de 2015 Palacio de Congresos de Madrid:
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Top álbuns nacionais 2015
Com o fim do ano, faz-se um balanço de tudo de bom e mau que aconteceu e apareceu.
Como já se sabe, elaborar um top, seja do que for, é demasiado ingrato e complexo. No entanto, é impossível não destacar as coisas boas de 2015.
O meu primeiro top deste ano é de álbuns nacionais. Sendo que o panorama musical português está cada vez mais forte e com uma qualidade brutalmente boa, este top foi difícil, mas aqui vai:
1.º Savanna - Dreams To Be Awake
2.º Capitães da Areia - A Viagem dos Capitães da Areia a Bordo do Apolo 70
3.º Mirror People - Voyager
4.º Moullinex - Elsewhere
5.º GNR - Caixa Negra
6.º Fast Eddie Nelson - Roots Run Deep
7.º MulherHomem - O Inverno dos Outros
8.º Equations - Hightower
9.º Devil In Me - Soul Rebel
10.º Les Crazy Coconuts - Les Crazy Coconuts
http://nosdiscos.pt/discos/artistoptimusdiscos/dreams-to-be-awake
Como já se sabe, elaborar um top, seja do que for, é demasiado ingrato e complexo. No entanto, é impossível não destacar as coisas boas de 2015.
O meu primeiro top deste ano é de álbuns nacionais. Sendo que o panorama musical português está cada vez mais forte e com uma qualidade brutalmente boa, este top foi difícil, mas aqui vai:
1.º Savanna - Dreams To Be Awake
2.º Capitães da Areia - A Viagem dos Capitães da Areia a Bordo do Apolo 70
3.º Mirror People - Voyager
4.º Moullinex - Elsewhere
5.º GNR - Caixa Negra
6.º Fast Eddie Nelson - Roots Run Deep
7.º MulherHomem - O Inverno dos Outros
8.º Equations - Hightower
9.º Devil In Me - Soul Rebel
10.º Les Crazy Coconuts - Les Crazy Coconuts
http://nosdiscos.pt/discos/artistoptimusdiscos/dreams-to-be-awake
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Agenda Set - Dez 2015 - Lisboa
24 de Setembro
Dope Body + Acid Acid
Sabotage Club
25 de Setembro
The Vickers
MusicBox
6€
Solids + Desert Mammoth + Strobelight Newborns
Sabotage Club
8 de Outubro
Savages
Lux Frágil
15€
9 de Outubro
Restless Tour - Sam Alone + Frankie Chavez + Fast Eddie Nelson + Roy Duke + The Fellow Man + we Bless This Mess + Storm & The Sun
RCA Club
11 de Outubro
Girl Band + Cave Story
Galeia Zé dos Bois
8,50€
La Luz
Casa Independente
10€
Dave Matthews Band
Meo Arena
36€ a 55€
16 de Outubro
Trêsporcento + Madame Luci
MusicBox
7€
22, 23, 24, 30 e 31 de Outubro
Jameson Urban Routes
MusicBox
Dia 22
Magazino + Pilooski + Galgo + Pega Monstro + Cave Story
Dia 23
Babaz Foz e Nunex e Famifox + Nicola Cruz + El Guincho + Telepathe + Holy Nothing
Dia 24
Gustavo + Andy Stott + PAUS + Inga Copeland
Dia 30
Hyenah + Xinobi + La Femme + The Sunflowers
Dia 31
Blastah + RP Boo + Suuns Jerusalem In My Heart + HHY & The Macumbas + Ricardo Remédio
Passe Geral: 56€
Bilhete Diário: 14€
31 de Outubro
GNR
Coliseu dos Recreios
22,50€ a 165€
Cat Power
CCB
20€ a 40€
3 de Novembro
Apocalyptica
Meo Arena
26€
Zola Jesus
MusicBox
15€
6 de Novembro
Rui Veloso
Meo Arena
22€ a 55€
Peste e Sida
RCA Club
12 de Novembro
Belle & Sebastian
Coliseu dos Recreios
18€ a 210€
13 de Novembro
Black Star Riders
Paradise Garage
19€
Unknown Mortal Orchestra
Armazém F
20€
21 de Novembro
Lower Dens
Galeria Zé dos Bois
8€
23 de Novembro
Beach House
Armazém F
25€
24 de Novembro
Kurt Vile
Armazém F
20€
27 e 28 de Novembro
Vodafone Mexefest
Vários locais da Avenida da Liberdade
Bully
Georgia
The Parrots
Chairlift
"They're Heading West"
Do Amor
Benjamin Clementine
Villagers
Selma Uamusse
Titus Andronicus
Ducktails
Anna B Savage
Patrick Watson
Ariel Pink
Akua Naru
aguarda confirmações.
Passe geral até 30 de Setembro: 40€
Passe geral depois de 30 de Setembro: 45€
10 de Dezembro
Eagles of Death Metal
Armazém F
26€
Dope Body + Acid Acid
Sabotage Club
25 de Setembro
The Vickers
MusicBox
6€
Solids + Desert Mammoth + Strobelight Newborns
Sabotage Club
8 de Outubro
Savages
Lux Frágil
15€
9 de Outubro
Restless Tour - Sam Alone + Frankie Chavez + Fast Eddie Nelson + Roy Duke + The Fellow Man + we Bless This Mess + Storm & The Sun
RCA Club
11 de Outubro
Girl Band + Cave Story
Galeia Zé dos Bois
8,50€
La Luz
Casa Independente
10€
Dave Matthews Band
Meo Arena
36€ a 55€
16 de Outubro
Trêsporcento + Madame Luci
MusicBox
7€
22, 23, 24, 30 e 31 de Outubro
Jameson Urban Routes
MusicBox
Dia 22
Magazino + Pilooski + Galgo + Pega Monstro + Cave Story
Dia 23
Babaz Foz e Nunex e Famifox + Nicola Cruz + El Guincho + Telepathe + Holy Nothing
Dia 24
Gustavo + Andy Stott + PAUS + Inga Copeland
Dia 30
Hyenah + Xinobi + La Femme + The Sunflowers
Dia 31
Blastah + RP Boo + Suuns Jerusalem In My Heart + HHY & The Macumbas + Ricardo Remédio
Passe Geral: 56€
Bilhete Diário: 14€
31 de Outubro
GNR
Coliseu dos Recreios
22,50€ a 165€
Cat Power
CCB
20€ a 40€
3 de Novembro
Apocalyptica
Meo Arena
26€
Zola Jesus
MusicBox
15€
6 de Novembro
Rui Veloso
Meo Arena
22€ a 55€
Peste e Sida
RCA Club
12 de Novembro
Belle & Sebastian
Coliseu dos Recreios
18€ a 210€
13 de Novembro
Black Star Riders
Paradise Garage
19€
Unknown Mortal Orchestra
Armazém F
20€
21 de Novembro
Lower Dens
Galeria Zé dos Bois
8€
23 de Novembro
Beach House
Armazém F
25€
24 de Novembro
Kurt Vile
Armazém F
20€
27 e 28 de Novembro
Vodafone Mexefest
Vários locais da Avenida da Liberdade
Bully
Georgia
The Parrots
Chairlift
"They're Heading West"
Do Amor
Benjamin Clementine
Villagers
Selma Uamusse
Titus Andronicus
Ducktails
Anna B Savage
Patrick Watson
Ariel Pink
Akua Naru
aguarda confirmações.
Passe geral até 30 de Setembro: 40€
Passe geral depois de 30 de Setembro: 45€
10 de Dezembro
Eagles of Death Metal
Armazém F
26€
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Noiserv - CCB
No passado dia 13 de Março estive mais uma vez presente num dos concertos envolventemente deliciosos do génio que atende pelo nome de David Santos, Noiserv.
Tratava-se de uma celebração da primeira apresentação do seu trabalho ao vivo, que ocorreu dia 19 de Março de 2005.
Não fiz review na altura, porque ainda há pouco tinha feito do primeiro concerto que assisti e ia estar a repetir a grandiosidade do espectáculo, sendo já uma característica inata.
( ver: http://musicisyouronlyfriendeli.blogspot.pt/2014/12/noiserv-sao-luiz.html )
Hoje, Noiserv lançou o video desse concerto. Vejam por vocês o encanto, sensibilidade e magia que existe num espectáculo deste senhor.
É sempre um prazer e emoção gigantes vê-lo tocar.
Tratava-se de uma celebração da primeira apresentação do seu trabalho ao vivo, que ocorreu dia 19 de Março de 2005.
Não fiz review na altura, porque ainda há pouco tinha feito do primeiro concerto que assisti e ia estar a repetir a grandiosidade do espectáculo, sendo já uma característica inata.
( ver: http://musicisyouronlyfriendeli.blogspot.pt/2014/12/noiserv-sao-luiz.html )
Hoje, Noiserv lançou o video desse concerto. Vejam por vocês o encanto, sensibilidade e magia que existe num espectáculo deste senhor.
É sempre um prazer e emoção gigantes vê-lo tocar.
sábado, 27 de junho de 2015
Capitães da Areia - Lux Frágil
No passado dia 19, o Lux fazia a festa dos balões pretos. Entre os convidados havia Bispo, Éme, Capitães da Areia e Sensible Soccers Dj Set.
A curiosidade era gigante. Os Capitães da Areia sempre me intrigaram. A verdade é que continuam a intrigar. Mas é algo submerso num sentimento bastante positivo e de satisfação.
O concerto que tive diante dos meus olhos e ouvidos naquela noite foi simplesmente genial. A mescla de estilos que existe e nos reporta à pop portuguesa dos anos 80's é surpreendente. Denotam-se claras influências de Sétima Legião, Heróis do Mar e GNR.
A postura em palco do homem que dá a cara à banda, Pedro de Tróia, é extremamente apetecível. Apresenta-se com uma feição séria do princípio ao fim, sem esboçar um sorriso mas com uma expressão corporal bastante chamativa e interessante. Ao longo do concerto o sarcasmo vai-lhe saindo do corpo tanto pela boca como pelas atitudes.
As letras que compõem as músicas são simples e de poucos versos, mas com a robustez suficiente para o sarcasmo e a crítica temperada. Rapidamente entram no ouvido e lá permanecem.
Os beats electrónicos que subtilmente vão acompanhando os riffs da guitarra real e da guitarra-raquete dão-nos a ideia de uma pop trabalhada e ritmada, com a bateria a ditar os compassos.
O concerto teve um começo em grande e inteligente, iniciando com a "Arco das Portas do Mar". Centrou-se unicamente no último álbum da banda, sendo que das 11 músicas que compunham a setlist, só uma não lhe pertencia. Ouviu-se "Nasci para Enriquecer", "Menina Bonita do Cinema", "Canção Indigestão" "Ájax", entre muitas outras malhas.
Os Capitães da Areia são o Pedro de Tróia, o Tiago Brito, o António Moura, o Vasco Ramalho e a Inês Franco. Deram-se a conhecer ao mundo em 2011 com o álbum o "Eterno Verão d'Os Capitães da Areia", no entanto, só com "A Viagem dos Capitães da Areia a Bordo do Apolo 70" Portugal parou para os ouvir e lhes dar a atenção necessária. Este álbum conta com a participação de Rui Pregal da Cunha, Capitão Fausto, José Cid, Bruno Aleixo, Toy, entre muitos outros.
Quem puder que ouça ou veja estes meninos.
O álbum completo pode ouvir-se aqui:
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Courtney Barnnet - Sometimes I Sit And Think, And Sometimes I Just Sit
Hoje falo de uma menina. Uma menina rebelde e cheia de talento que lançou o primeiro álbum este ano.
Ela chama-se Courtney Barnnet e tem 26 anos. Iniciou-se no mundo da música em 2010 onde participou num projecto grunge, os Rapid Transit, até 2011. De 2011 a 2013 dedicou-se ao mundo meio psicadélico, meio country, fazendo parte dos Immigrant Union. Em 2012 arriscou numa carreira a solo e lançou o primeiro EP. Neste momento tem 3 EP's e lançou o álbum de estreia no dia 23 de Março deste ano, Sometimes I Sit And Think, And Sometimes I Just Sit.
Ao ouvir a música single, Pedestrian At Best, confesso que as minhas expectativas ficaram altas. Nesta música há uma garra inexplicável, há toques de agressividade e uma melodia a tocar muito no rock de garagem, mas um rock de garagem limpo,onde os acordes das guitarras, embora simples, constroem um bom ritmo que conjugado com a bateria nos leva a abanar a cabeça.
Ao ouvir o resto do álbum, reparei que estas características existiam apenas naquela música. Das 11 músicas existentes, só uma sobe a intensidade, o resto segue uma linha melodicamente ténue.
Os aspectos que a caracterizam são convidativos: a voz é melódica e aborrecida com a arte de ser transformada em agressiva. O sumo que se extrai daqui resulta numa boa combinação de ingredientes. No entanto, as músicas seguem todas o mesmo traço: um indie-rock melódico, sem grandes picos de loucura, adrenalina ou até rebeldia.
Não digo que o CD não esteja bom porque se ouve bastante bem, apenas não faz juz ao single de lançamento.
Ela chama-se Courtney Barnnet e tem 26 anos. Iniciou-se no mundo da música em 2010 onde participou num projecto grunge, os Rapid Transit, até 2011. De 2011 a 2013 dedicou-se ao mundo meio psicadélico, meio country, fazendo parte dos Immigrant Union. Em 2012 arriscou numa carreira a solo e lançou o primeiro EP. Neste momento tem 3 EP's e lançou o álbum de estreia no dia 23 de Março deste ano, Sometimes I Sit And Think, And Sometimes I Just Sit.
Ao ouvir a música single, Pedestrian At Best, confesso que as minhas expectativas ficaram altas. Nesta música há uma garra inexplicável, há toques de agressividade e uma melodia a tocar muito no rock de garagem, mas um rock de garagem limpo,onde os acordes das guitarras, embora simples, constroem um bom ritmo que conjugado com a bateria nos leva a abanar a cabeça.
Ao ouvir o resto do álbum, reparei que estas características existiam apenas naquela música. Das 11 músicas existentes, só uma sobe a intensidade, o resto segue uma linha melodicamente ténue.
Os aspectos que a caracterizam são convidativos: a voz é melódica e aborrecida com a arte de ser transformada em agressiva. O sumo que se extrai daqui resulta numa boa combinação de ingredientes. No entanto, as músicas seguem todas o mesmo traço: um indie-rock melódico, sem grandes picos de loucura, adrenalina ou até rebeldia.
Não digo que o CD não esteja bom porque se ouve bastante bem, apenas não faz juz ao single de lançamento.
O single:
O álbum:
sexta-feira, 5 de junho de 2015
GNR - Caixa Negra
Embora já fora de tempo, não podia deixar passar em branco o regresso dos GNR a estúdio.
No passado dia 23 de Março, após 5 anos de silêncio e alguns mais de "desamparo" musical, os GNR lançam Caixa Negra, o 12º álbum de originais da banda.
Posso afirmar que este álbum cheira a passado e, ao mesmo tempo, a renascimento.
Já não ouvia algo tão bom destes senhores há bastante tempo. O pop que tão bem os caracteriza está de volta e cheio de maturidade com contornos de elegância e a provocação.
Nota-se que houve uma preocupação em voltar às origens de sonoridades da pop clássica. A crítica social está em peso. Cada letra, implícita ou explicitamente toca em aspectos do quotidiano que não nos são indiferentes.
O disco conta com a produção de Mário Barreiros e edição da editora independente IndieFada. Tem 10 faixas e é um bom concorrente para o Top 2015.
No passado dia 23 de Março, após 5 anos de silêncio e alguns mais de "desamparo" musical, os GNR lançam Caixa Negra, o 12º álbum de originais da banda.
Posso afirmar que este álbum cheira a passado e, ao mesmo tempo, a renascimento.
Já não ouvia algo tão bom destes senhores há bastante tempo. O pop que tão bem os caracteriza está de volta e cheio de maturidade com contornos de elegância e a provocação.
Nota-se que houve uma preocupação em voltar às origens de sonoridades da pop clássica. A crítica social está em peso. Cada letra, implícita ou explicitamente toca em aspectos do quotidiano que não nos são indiferentes.
O disco conta com a produção de Mário Barreiros e edição da editora independente IndieFada. Tem 10 faixas e é um bom concorrente para o Top 2015.
O primeiro single:
O que dá nome ao disco:
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Nick Cave - Palacio Municipal de Congresos de Madrid
Foi para uma sala enorme e esgotada que, na passada sexta-feira, o Grande Nick Cave e os seus companheiros Bad Seeds tocaram e encantaram.
Em 2h de espectáculo conseguiu nos primeiros 15 minutos que as pessoas se levantassem e se juntassem ao palco. Dono de uma energia incansável, percorreu o palco de um lado ao outro durante o concerto, atirando por vezes com os objectos que o impediam de realizar a sua tarefa...
Quase com 60 anos de idade, o Sr. Cave tem tudo para dar. O seu talento, espalhado pelo corpo, indo dos dedos que tocam no piano, à voz, à cabeça que escreve tão bem, à capacidade de fazer boas composições instrumentais é notório e admirável. Diria até que é um génio.
O concerto foi repleto de sentimento e entrega. Nick queria ter as pessoas junto a ele... tocou diversas vezes nos fãs, chamou alguns para o lado dele e até foi cantar entre eles.
As palavras pareciam ganhar forma quando lhe saiam dos lábios.. e a diversidade de instrumentos existentes envolviam-nas numa atmosfera quase divina e transcendente.
Um concerto que o povo ibérico não irá esquecer e que, certamente, vai ficar no pódio dos melhores do ano. Arrepiante do princípio ao fim.
Nick Cave é um cantor/compositor australiano multifacetado. Conta com 17 álbuns, sendo que o último foi lançado em 2013 - Push the Sky Away tendo-se tornado um dos melhores discos do ano. Entrou n mundo da música em 1973, tendo apanhado todo o movimento envolvente da época.. É um grande companheiro de Bowie e no ano passado lançou um documentário sobre ele - 20 000 Days On Earth (http://musicisyouronlyfriendeli.blogspot.pt/2014/12/20-000-days-on-earth.html).
Uma mostra da tour de 2015 em disco:
Em 2h de espectáculo conseguiu nos primeiros 15 minutos que as pessoas se levantassem e se juntassem ao palco. Dono de uma energia incansável, percorreu o palco de um lado ao outro durante o concerto, atirando por vezes com os objectos que o impediam de realizar a sua tarefa...
Quase com 60 anos de idade, o Sr. Cave tem tudo para dar. O seu talento, espalhado pelo corpo, indo dos dedos que tocam no piano, à voz, à cabeça que escreve tão bem, à capacidade de fazer boas composições instrumentais é notório e admirável. Diria até que é um génio.
O concerto foi repleto de sentimento e entrega. Nick queria ter as pessoas junto a ele... tocou diversas vezes nos fãs, chamou alguns para o lado dele e até foi cantar entre eles.
As palavras pareciam ganhar forma quando lhe saiam dos lábios.. e a diversidade de instrumentos existentes envolviam-nas numa atmosfera quase divina e transcendente.
Um concerto que o povo ibérico não irá esquecer e que, certamente, vai ficar no pódio dos melhores do ano. Arrepiante do princípio ao fim.
Nick Cave é um cantor/compositor australiano multifacetado. Conta com 17 álbuns, sendo que o último foi lançado em 2013 - Push the Sky Away tendo-se tornado um dos melhores discos do ano. Entrou n mundo da música em 1973, tendo apanhado todo o movimento envolvente da época.. É um grande companheiro de Bowie e no ano passado lançou um documentário sobre ele - 20 000 Days On Earth (http://musicisyouronlyfriendeli.blogspot.pt/2014/12/20-000-days-on-earth.html).
Uma mostra da tour de 2015 em disco:
Parte 1:
Parte 2:
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Beautify Junkyards
Apresento-vos os Beatutify Junkyards, banda portuguesa formada em 2012.
Inicialmente aparece como banda de covers seguindo as influências do folk psicadélico dos anos 60 e 70.
Lançam um álbum em 2013, de título 60s and 70s psych folk, tropicalia and kosmische covers lovingly re-crafted for the XXI century.
No final de Abril do presente ano lançam o segundo álbum e, desta feita, de originais - The Beast Shouted Love. Álbum que tanto é cantado em inglês como em português.
Confesso que a primeira audição foi um pouco receosa. Mas rapidamente o receio se transformou em vício. Arriscaria dizer que este álbum é composto por histórias de encantar. Histórias essas que nos transportam por caminhos que cruzam a natureza e um mundo de magia e xamãs.
O enquadramento musical nos anos 60 e 70 é notório. Os sons da natureza e do psicadelismo espreitam a cada nota musical e a subtileza gentil da voz feminina dá o arranque para seguirmos viagem.
A banda é composta por João Branco Kyron, João Paulo Daniel, João Moreira, Rita Vian, Sergue e António Watts.
E o álbum pode ouvir-se aqui:
http://nosdiscos.pt/discos/artistoptimusdiscos/the-beast-shouted-love
Inicialmente aparece como banda de covers seguindo as influências do folk psicadélico dos anos 60 e 70.
Lançam um álbum em 2013, de título 60s and 70s psych folk, tropicalia and kosmische covers lovingly re-crafted for the XXI century.
No final de Abril do presente ano lançam o segundo álbum e, desta feita, de originais - The Beast Shouted Love. Álbum que tanto é cantado em inglês como em português.
Confesso que a primeira audição foi um pouco receosa. Mas rapidamente o receio se transformou em vício. Arriscaria dizer que este álbum é composto por histórias de encantar. Histórias essas que nos transportam por caminhos que cruzam a natureza e um mundo de magia e xamãs.
O enquadramento musical nos anos 60 e 70 é notório. Os sons da natureza e do psicadelismo espreitam a cada nota musical e a subtileza gentil da voz feminina dá o arranque para seguirmos viagem.
A banda é composta por João Branco Kyron, João Paulo Daniel, João Moreira, Rita Vian, Sergue e António Watts.
E o álbum pode ouvir-se aqui:
http://nosdiscos.pt/discos/artistoptimusdiscos/the-beast-shouted-love
terça-feira, 28 de abril de 2015
The Dodos - MusicBox
Foi na passada quinta - feira que estes meninos se deslocaram a Lisboa.
Vieram cheios de energia e vontade de mostrar o álbum novo - Individ.
A sala ia-se compondo e, embora sem esgotar, ficou preenchida de olhares atentos e algumas vozes em coro.
A dupla que já antes descrevera num post de 25 de Fevereiro, surpreendeu os mais curiosos e duvidosos das capacidades de um grupo em usar apenas guitarra e bateria.
As distorções são variadas, desde a voz à guitarra, tocando o psicadelismo com a ponta dos dedos.
A guitarra acústica saudava o público em certas alturas lembrando-nos das origens folk que os caracterizam.
A voz, por vezes, perdia-se entre os instrumentos e estes, por sua vez, exibiam-se com solos deliciosos e camadas de loops.
Ao longo de 1h exacta com encore de 2 músicas, Meric (o vocalista) foi interagindo com o público, contrariando a postura rígida que o caracteriza.
Álbum apresentado, concerto dinâmico e autógrafos no fim, o suficiente para conceder ao público a sensação de saciedade.
Vieram cheios de energia e vontade de mostrar o álbum novo - Individ.
A sala ia-se compondo e, embora sem esgotar, ficou preenchida de olhares atentos e algumas vozes em coro.
A dupla que já antes descrevera num post de 25 de Fevereiro, surpreendeu os mais curiosos e duvidosos das capacidades de um grupo em usar apenas guitarra e bateria.
As distorções são variadas, desde a voz à guitarra, tocando o psicadelismo com a ponta dos dedos.
A guitarra acústica saudava o público em certas alturas lembrando-nos das origens folk que os caracterizam.
A voz, por vezes, perdia-se entre os instrumentos e estes, por sua vez, exibiam-se com solos deliciosos e camadas de loops.
Ao longo de 1h exacta com encore de 2 músicas, Meric (o vocalista) foi interagindo com o público, contrariando a postura rígida que o caracteriza.
Álbum apresentado, concerto dinâmico e autógrafos no fim, o suficiente para conceder ao público a sensação de saciedade.
Agenda Mai - Ago 2015 - Lisboa
1 de Maio
The Parkinsons + The Jack Shits
Sabotage Club
10€
2 de Maio
Bruto and The Cannibals
Sabotage Club
7€
Lisboa KAOS:
Artigo 21 + Osso Ruído + Gatos Pingados + Templários do Rock + Diabolical Mental State + Inkilina Sazabra + KSF + Nostragamus + From Heroes to Zeros + Balazium
República da Música
5€
One Vision (Tributo a Queen)
RCA Club
6,99€ (4 bebidas incluídas)
5 de Maio
MONO + Helen Money
RCA Club
20€
7 de Maio
Roger Harvey + Caves + Against Me
Paradise Garage
15€
8 de Maio
MIDNIGHT PRIEST + ANGEL MARTYR + SPEEDEMON
RCA Club
8€
Thee Eviltones
Sabotage Club
9 de Maio
CANCER + BLEEDING DISPLAY + DERRAME + SHORYUKEN
RCA Club
17€
15 de Maio
SLIMMY + DESERTO
RCA Club
8€
16 de Maio
PEARL BAND (Tributo a Pearl Jam)
RCA Club
6.99€ (4 bebidas incluídas)
17 de Maio
MELECHESCH + KEEP OF KALESSIN + TRIBULATION + EMBRYO
RCA Club
20€
18 de Maio
Moullinex
Fnac Chiado
21 de Maio
Arch Enemy + Unearth + Drone
Paradise Garage
23€
22 de Maio
RAD
RCA Club
6.99€ (4 bebidas incluídas)
23 de Maio
MONSTRO (Tributo a Ornatos Violeta)
RCA Club
6.99€ (4 bebidas incluídas)
28 de Maio
Moullinex
Lux
10€
Sensible Soccers
Teatro Maria Matos
5€ a 12€
29 de Maio
SUNYA + INNER BLAST + SEVENRIOTS
RCA Club
6€
31 de Maio
Capitães da Areia
Fnac Colombo
13 de Julho
Gojira + TBA
Meo Arena
23€
26 de Julho
Azimov + Go!zilla
Sabotage Club
The Parkinsons + The Jack Shits
Sabotage Club
10€
2 de Maio
Bruto and The Cannibals
Sabotage Club
7€
Lisboa KAOS:
Artigo 21 + Osso Ruído + Gatos Pingados + Templários do Rock + Diabolical Mental State + Inkilina Sazabra + KSF + Nostragamus + From Heroes to Zeros + Balazium
República da Música
5€
One Vision (Tributo a Queen)
RCA Club
6,99€ (4 bebidas incluídas)
5 de Maio
MONO + Helen Money
RCA Club
20€
7 de Maio
Roger Harvey + Caves + Against Me
Paradise Garage
15€
8 de Maio
MIDNIGHT PRIEST + ANGEL MARTYR + SPEEDEMON
RCA Club
8€
Thee Eviltones
Sabotage Club
9 de Maio
CANCER + BLEEDING DISPLAY + DERRAME + SHORYUKEN
RCA Club
17€
15 de Maio
SLIMMY + DESERTO
RCA Club
8€
16 de Maio
PEARL BAND (Tributo a Pearl Jam)
RCA Club
6.99€ (4 bebidas incluídas)
17 de Maio
MELECHESCH + KEEP OF KALESSIN + TRIBULATION + EMBRYO
RCA Club
20€
18 de Maio
Moullinex
Fnac Chiado
21 de Maio
Arch Enemy + Unearth + Drone
Paradise Garage
23€
22 de Maio
RAD
RCA Club
6.99€ (4 bebidas incluídas)
23 de Maio
MONSTRO (Tributo a Ornatos Violeta)
RCA Club
6.99€ (4 bebidas incluídas)
28 de Maio
Moullinex
Lux
10€
Sensible Soccers
Teatro Maria Matos
5€ a 12€
29 de Maio
SUNYA + INNER BLAST + SEVENRIOTS
RCA Club
6€
31 de Maio
Capitães da Areia
Fnac Colombo
13 de Julho
Gojira + TBA
Meo Arena
23€
26 de Julho
Azimov + Go!zilla
Sabotage Club
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Kurt Cobain - Montage of Heck
Eis que finalmente surge O Documentário. Aquele que todos devem ver, até os que não gostam de Nirvana.
Entre montagens, entrevistas, animação, filmes caseiros e música surge a descoberta de Kurt Cobain.
Os fantasmas, os medos, as revoltas, os amores, a genialidade que nunca foram aprofundados e, alguns, nem revelados. Está tudo aqui.
A essência pura desde o nascimento até à morte, com relatos dos pais, irmã, madrasta, amigos e mulher.
Não está só muito bem feito tecnicamente (não que eu perceba muito disso), mas também emocionalmente.
São perto de 2h15 em que não há aborrecimento ou exaustão visual.
Simplesmente tem de ser visto. Por todos.
Para os apreciadores e amantes de Nirvana, a comunhão com o grupo vai ficar ainda mais forte. Para todos os outros é uma lição de cultura que não deve ser desperdiçada.
Parabéns Brett Morgen, é um dos melhores documentários de música que alguma vez vi.
Entre montagens, entrevistas, animação, filmes caseiros e música surge a descoberta de Kurt Cobain.
Os fantasmas, os medos, as revoltas, os amores, a genialidade que nunca foram aprofundados e, alguns, nem revelados. Está tudo aqui.
A essência pura desde o nascimento até à morte, com relatos dos pais, irmã, madrasta, amigos e mulher.
Não está só muito bem feito tecnicamente (não que eu perceba muito disso), mas também emocionalmente.
São perto de 2h15 em que não há aborrecimento ou exaustão visual.
Simplesmente tem de ser visto. Por todos.
Para os apreciadores e amantes de Nirvana, a comunhão com o grupo vai ficar ainda mais forte. Para todos os outros é uma lição de cultura que não deve ser desperdiçada.
Parabéns Brett Morgen, é um dos melhores documentários de música que alguma vez vi.
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Lisbon Psych Fest
No passado fim-de-semana foi tempo de viajar.
Quem se dirigiu ao Teatro do Bairro, palco da primeira edição do Lisbon Psych Fest, na sexta-feira e sábado passados pode viajar pelo mundo do psicadelismo até onde a sua mente deixasse ser guiada.
Foi isso que senti nestes dois dias: momentos de viagem mental, paz e satisfação. Possivelmente tocaram com a ponta dos dedos na essência do Woodstock.
Deixo desde já os meus parabéns à organização do festival que, para primeira edição, não podia ter estado melhor. Desde o Line up, ao local, ao preço e às condições, nada de negativo me cabe apontar.
Dia 1, Sexta - Feira
Tess Parks
Ás 22h em ponto ouviam-se os primeiros acordes de uma guitarra subtil e poucos minutos depois uma voz rouca que parecia querer seduzir o público. O que poderia ter sido uma conquista, tornou-se desilusão geral. A voz rouca, que se arrastava cada vez mais de minuto para minuto, afirmava que estava embriagada e falava de amor. Demasiado embriagada por sinal. As músicas pareciam ser uma continuação das anteriores e o álcool acabou por roubar o interesse ao concerto que durou cerca de 30 minutos.
Tess Parks é do Canadá e fez-se acompanhar pelo namorado e a sua guitarra.
Tem notórias influências de Mazzy Star.
Pauw
O palco encheu-se de seguida com 4 meninos holandeses de aspecto hippie. Encheram o palco e a alma dos espectadores.
Fizeram-nos voar às décadas de 60 e 70 com um rock psicadélico sublime, cheio de excelentes construções musicais com um baixo, uma bateria e um teclado de cortar o ar. De notar o facto de o baixista tocar alguns acordes com um arco de violino e o teclista ter um gongo chinês no qual ia batendo subtilmente.
Tocaram aproximadamente 45 minutos uma meia dúzia de faixas de longa duração.
Entraram sem dúvida para o meu top 3 do festival.
thelightshines
Foi tempo de acalmarmos os ânimos deixados em altas pelos Pauw. Os thelightshines, 5 meninos com um ar londrino entram em palco para nos suavizarem o ouvido com um pop rock, também, tipicamente londrino.
Foi um concerto calmo, com alguns riffs de rock'n'roll e uns toques de psicadelismo, uma voz branda, letras básicas e pouca simpatia.
Tocaram cerca de 35 minutos e terminaram com a faixa single do álbum que sai este ano, faixa tal que tem um nome bastante apelativo para os mais atentos - God is a Gun (Who Could Killl Anyone).
Arriscaria dizer que têm influências de Stone Roses.
Têm mais força em estúdio que ao vivo.
Black Market Karma
De seguida, compatriotas dos antecessores e cheios de presença, entram em palco os Black Market Karma constituídos por 4 meninos e 1 menina.
Fechámos os olhos e fomos guiados até um mundo encantado, cheio de psicadelismo.
A voz masculina penetrante, encaixava na perfeição com o jogo de guitarras e percussão existentes. A voz feminina não ganhou força para sobressair por entre a complexidade instrumental existente.
As faixas eram longas e hipnotizantes, deixando o público com um sorriso nos lábios durante cerca de 1 hora.
Keep Razors Sharp
Para finalizar os concertos, os tão bem escolhidos cabeça de cartaz sobem ao palco.
Mostram-se tímidos mas cheios de garra e rock a escorrer pelos poros.
Os Keep Razors Sharp revelam uma maturidade musical que tem como resultado um dos melhores concertos da noite e, quiçá, do festival.
4 amigos ligados à música tocam uma mistura de rock psicadélico com post - rock, com influências de Jesus & The Mary Chain e uns toques de Black Rebel Motorcycle Club.
Durante aproximadamente 1 hora para além de satisfazerem os ouvidos dos presentes, ainda trouxeram 2 surpresas: a companhia do Paulo Furtado numa música e a cover da Kylie Minogue - Can´t Get You Out Of My Head, que os acordes de rock conseguiram transformar completamente.
__
A noite terminou da melhor maneira com a Floresta Encantada de Tiago Castro e Ana Farinha, da Radar.
Dia 2 - Sábado
Basset Hounds
Se a noite anterior terminou com maturidade musical, a noite a seguir iniciou com falta dela.
Já atrasados, pela falta de pessoas existentes no teatro, entram 4 meninos portugueses em palco captando as atenções do público.
Tocaram cerca de 30 minutos e não encantaram. Embora o instrumental fosse bem trabalhado, a voz mostrou-se fraca e sem garra. Tocam rock e é só. Nada de novo ou inovador, pelo menos na minha opinião. Não quer isto dizer que tenha assistido a um mau concerto, foi apenas menos interessante.
No final ainda houve uma tentativa de explosão de rebeldia quando um dos guitarristas começou a bater com a guitarra no chão.
My Expansive Awarness
Foi a vez de Espanha mostrar como anda o rock por lá.
Entram em palco, tímidos, 4 meninos e 1 menina pouco comunicativos, tocam a primeira música apenas instrumental e deixam o público ansioso e cheio de curiosidade.
Foi um concerto em crescendo que durou cerca de 50 minutos. Dotados de uma grande energia, trouxeram-nos um rock psicadélico com uma mescla de space rock que fez o público iniciar a viagem.
Possuem umas excelentes linhas de baixo e um bom teclista. A voz feminina, mais uma vez precisava de menos subtileza, embora se conjugue bem com a masculina.
Foi uma agradável surpresa para o público e, penso que para eles também.
Desert Mountain Tribe
Chegou a hora do rock'n'roll, da força das guitarras e da voz com distorção.
Embora a banda londrina tenha mantido sempre uma linha exacta e tenha sido pouco comunicativa, os 35 minutos de concerto que deu foram extraordinários.
Composta apenas por baixo, guitarra, bateria e voz (3 elementos), não se sente a falta de mais.
Mostraram um poder instrumental que não é fácil de alcançar. Notam-se influências de Velvet Underground.
dreamweapon
Os portugueses dreamweapon estavam bem guardados. Tão bem guardados que poucos os conheciam e para os que não conheciam tornaram-se numa surpresa bastante agradável.
Constituída por 4 elementos, é uma banda com grande poder instrumental. As faixas pouca voz têm e pouco precisam dela. A distorção, as guitarras pesadas, fortes e sabedoras do caminho que devem seguir e as faixas longas obrigam-nos a fechar os olhos e a percorrer caminhos de transe mental.
Viagens psicadélicas, repletas de boas energias que perduraram cerca de 45 minutos.
Há uma notória influência de The Doors e do rock psicadélico dos anos 70.
Embora a comunicação falada tenha sido escassa, encerraram o meu top 3 do festival.
The Vacant Lots
O festival chega ao fim com um grande duo americano. Os Vacant Lots encerraram o festival da melhor maneira com um concerto cheio de rock psicadélico, progressivo e minimalista.
Com batidas electrónicas mescladas com os riffs da guitarra e o único prato existente, o público deixou-se envolver, ganhando energia para tirar os pés do chão.
De valorizar a construção musical alcançada com a complexidade sonora, que aos olhos do público parece extremamente fácil de conjugar mas, na realidade, é digna de gente sábia.
Mais um concerto com pouca comunicação, mas muita presença.
Obrigada Lisbon Psych Fest.
Quem se dirigiu ao Teatro do Bairro, palco da primeira edição do Lisbon Psych Fest, na sexta-feira e sábado passados pode viajar pelo mundo do psicadelismo até onde a sua mente deixasse ser guiada.
Foi isso que senti nestes dois dias: momentos de viagem mental, paz e satisfação. Possivelmente tocaram com a ponta dos dedos na essência do Woodstock.
Deixo desde já os meus parabéns à organização do festival que, para primeira edição, não podia ter estado melhor. Desde o Line up, ao local, ao preço e às condições, nada de negativo me cabe apontar.
Dia 1, Sexta - Feira
Tess Parks
Ás 22h em ponto ouviam-se os primeiros acordes de uma guitarra subtil e poucos minutos depois uma voz rouca que parecia querer seduzir o público. O que poderia ter sido uma conquista, tornou-se desilusão geral. A voz rouca, que se arrastava cada vez mais de minuto para minuto, afirmava que estava embriagada e falava de amor. Demasiado embriagada por sinal. As músicas pareciam ser uma continuação das anteriores e o álcool acabou por roubar o interesse ao concerto que durou cerca de 30 minutos.
Tess Parks é do Canadá e fez-se acompanhar pelo namorado e a sua guitarra.
Tem notórias influências de Mazzy Star.
Pauw
O palco encheu-se de seguida com 4 meninos holandeses de aspecto hippie. Encheram o palco e a alma dos espectadores.
Fizeram-nos voar às décadas de 60 e 70 com um rock psicadélico sublime, cheio de excelentes construções musicais com um baixo, uma bateria e um teclado de cortar o ar. De notar o facto de o baixista tocar alguns acordes com um arco de violino e o teclista ter um gongo chinês no qual ia batendo subtilmente.
Tocaram aproximadamente 45 minutos uma meia dúzia de faixas de longa duração.
Entraram sem dúvida para o meu top 3 do festival.
thelightshines
Foi tempo de acalmarmos os ânimos deixados em altas pelos Pauw. Os thelightshines, 5 meninos com um ar londrino entram em palco para nos suavizarem o ouvido com um pop rock, também, tipicamente londrino.
Foi um concerto calmo, com alguns riffs de rock'n'roll e uns toques de psicadelismo, uma voz branda, letras básicas e pouca simpatia.
Tocaram cerca de 35 minutos e terminaram com a faixa single do álbum que sai este ano, faixa tal que tem um nome bastante apelativo para os mais atentos - God is a Gun (Who Could Killl Anyone).
Arriscaria dizer que têm influências de Stone Roses.
Têm mais força em estúdio que ao vivo.
Black Market Karma
De seguida, compatriotas dos antecessores e cheios de presença, entram em palco os Black Market Karma constituídos por 4 meninos e 1 menina.
Fechámos os olhos e fomos guiados até um mundo encantado, cheio de psicadelismo.
A voz masculina penetrante, encaixava na perfeição com o jogo de guitarras e percussão existentes. A voz feminina não ganhou força para sobressair por entre a complexidade instrumental existente.
As faixas eram longas e hipnotizantes, deixando o público com um sorriso nos lábios durante cerca de 1 hora.
Keep Razors Sharp
Para finalizar os concertos, os tão bem escolhidos cabeça de cartaz sobem ao palco.
Mostram-se tímidos mas cheios de garra e rock a escorrer pelos poros.
Os Keep Razors Sharp revelam uma maturidade musical que tem como resultado um dos melhores concertos da noite e, quiçá, do festival.
4 amigos ligados à música tocam uma mistura de rock psicadélico com post - rock, com influências de Jesus & The Mary Chain e uns toques de Black Rebel Motorcycle Club.
Durante aproximadamente 1 hora para além de satisfazerem os ouvidos dos presentes, ainda trouxeram 2 surpresas: a companhia do Paulo Furtado numa música e a cover da Kylie Minogue - Can´t Get You Out Of My Head, que os acordes de rock conseguiram transformar completamente.
__
A noite terminou da melhor maneira com a Floresta Encantada de Tiago Castro e Ana Farinha, da Radar.
Dia 2 - Sábado
Basset Hounds
Se a noite anterior terminou com maturidade musical, a noite a seguir iniciou com falta dela.
Já atrasados, pela falta de pessoas existentes no teatro, entram 4 meninos portugueses em palco captando as atenções do público.
Tocaram cerca de 30 minutos e não encantaram. Embora o instrumental fosse bem trabalhado, a voz mostrou-se fraca e sem garra. Tocam rock e é só. Nada de novo ou inovador, pelo menos na minha opinião. Não quer isto dizer que tenha assistido a um mau concerto, foi apenas menos interessante.
No final ainda houve uma tentativa de explosão de rebeldia quando um dos guitarristas começou a bater com a guitarra no chão.
My Expansive Awarness
Foi a vez de Espanha mostrar como anda o rock por lá.
Entram em palco, tímidos, 4 meninos e 1 menina pouco comunicativos, tocam a primeira música apenas instrumental e deixam o público ansioso e cheio de curiosidade.
Foi um concerto em crescendo que durou cerca de 50 minutos. Dotados de uma grande energia, trouxeram-nos um rock psicadélico com uma mescla de space rock que fez o público iniciar a viagem.
Possuem umas excelentes linhas de baixo e um bom teclista. A voz feminina, mais uma vez precisava de menos subtileza, embora se conjugue bem com a masculina.
Foi uma agradável surpresa para o público e, penso que para eles também.
Desert Mountain Tribe
Chegou a hora do rock'n'roll, da força das guitarras e da voz com distorção.
Embora a banda londrina tenha mantido sempre uma linha exacta e tenha sido pouco comunicativa, os 35 minutos de concerto que deu foram extraordinários.
Composta apenas por baixo, guitarra, bateria e voz (3 elementos), não se sente a falta de mais.
Mostraram um poder instrumental que não é fácil de alcançar. Notam-se influências de Velvet Underground.
dreamweapon
Os portugueses dreamweapon estavam bem guardados. Tão bem guardados que poucos os conheciam e para os que não conheciam tornaram-se numa surpresa bastante agradável.
Constituída por 4 elementos, é uma banda com grande poder instrumental. As faixas pouca voz têm e pouco precisam dela. A distorção, as guitarras pesadas, fortes e sabedoras do caminho que devem seguir e as faixas longas obrigam-nos a fechar os olhos e a percorrer caminhos de transe mental.
Viagens psicadélicas, repletas de boas energias que perduraram cerca de 45 minutos.
Há uma notória influência de The Doors e do rock psicadélico dos anos 70.
Embora a comunicação falada tenha sido escassa, encerraram o meu top 3 do festival.
The Vacant Lots
O festival chega ao fim com um grande duo americano. Os Vacant Lots encerraram o festival da melhor maneira com um concerto cheio de rock psicadélico, progressivo e minimalista.
Com batidas electrónicas mescladas com os riffs da guitarra e o único prato existente, o público deixou-se envolver, ganhando energia para tirar os pés do chão.
De valorizar a construção musical alcançada com a complexidade sonora, que aos olhos do público parece extremamente fácil de conjugar mas, na realidade, é digna de gente sábia.
Mais um concerto com pouca comunicação, mas muita presença.
Obrigada Lisbon Psych Fest.
sexta-feira, 10 de abril de 2015
MulherHomem - Sabotage Club
Ontem, os MulherHomem decidiram mostrar-nos o seu novo álbum - O Inverno dos Outros.
Foi no Sabotage num concerto que encheu a alma do público que expirava boas energias e esboçava satisfação.
Com a duração de cerca de 1h, tocaram 11 músicas das 12 do novo álbum, 2 do primeiro (Novecentos) e fizeram um encore com uma música nova e uma cover dos Alf.
O que poderia ser assustador para muitos (o facto de a banda ser composta apenas por bateria, guitarra e voz), tornou-se uma autêntica revelação de grandiosidade.
Os MulherHomem, deram um concerto cheio de garra, boa construção musical e uma óptima qualidade de som.
O som deles é puro rock, a roçar o pós - hardcore, composto por uma poética sofisticada e uma melodia pesada, limpa e crua.
De relevar a força, presença, energia e voz polivalente do vocalista- Bruno Broa -, o poder do baterista - Alexandre Nascimento - e, a precisão e grandeza do guitarrista - Luís Balinho.
Venha o novo álbum e novas datas.
Foi no Sabotage num concerto que encheu a alma do público que expirava boas energias e esboçava satisfação.
Com a duração de cerca de 1h, tocaram 11 músicas das 12 do novo álbum, 2 do primeiro (Novecentos) e fizeram um encore com uma música nova e uma cover dos Alf.
O que poderia ser assustador para muitos (o facto de a banda ser composta apenas por bateria, guitarra e voz), tornou-se uma autêntica revelação de grandiosidade.
Os MulherHomem, deram um concerto cheio de garra, boa construção musical e uma óptima qualidade de som.
O som deles é puro rock, a roçar o pós - hardcore, composto por uma poética sofisticada e uma melodia pesada, limpa e crua.
De relevar a força, presença, energia e voz polivalente do vocalista- Bruno Broa -, o poder do baterista - Alexandre Nascimento - e, a precisão e grandeza do guitarrista - Luís Balinho.
Venha o novo álbum e novas datas.
Todo o Ar
Mariana
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Twin Shadow - Eclipse
Dia 17 de Março saiu o novo álbum de Twin Shadow, Eclipse.
Não entrou à primeira. Não entrou à segunda. Não entrou à terceira. Não me parece que vá entrar.
Eclipse é, talvez, e para mim, o pior álbum do Sr. George.
Trata-se de um álbum sem garra, sem força e sem ritmo.
Em 11 músicas, a linha só se desvia um par de vezes, mantendo-se sempre recta, ténue e constante e cheia de aborrecimento.
É notório o excesso de pop, de letras sem conteúdo e de falta de ritmo. As faixas assemelham-se umas às outras, umas atrás das outras.
Não quero dizer com isto que o álbum está péssimo, apenas se distancia dos outros.
Twin Shadow iniciou a sua carreira em 2000, tem 3 álbuns e 6 Singles/EP's.
Não entrou à primeira. Não entrou à segunda. Não entrou à terceira. Não me parece que vá entrar.
Eclipse é, talvez, e para mim, o pior álbum do Sr. George.
Trata-se de um álbum sem garra, sem força e sem ritmo.
Em 11 músicas, a linha só se desvia um par de vezes, mantendo-se sempre recta, ténue e constante e cheia de aborrecimento.
É notório o excesso de pop, de letras sem conteúdo e de falta de ritmo. As faixas assemelham-se umas às outras, umas atrás das outras.
Não quero dizer com isto que o álbum está péssimo, apenas se distancia dos outros.
Twin Shadow iniciou a sua carreira em 2000, tem 3 álbuns e 6 Singles/EP's.
Eclipse:
Subscrever:
Mensagens (Atom)



